Entenda a relação da COIN DTVM com a Avenue
Risco-Brasil nas alturas: o que fazer?

De brasileiro para brasileiro, uma análise do impacto que o cenário atual pode ter na economia.


E, mais uma vez, somos surpreendidos com algumas notícias que deixam muitos estarrecidos. Como dizem: “no Brasil, até o passado é imprevisível”.


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou na segunda-feira (08/03) todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.


E a reação do mercado foi imediata:


Por que isso ocorreu?

Deixando questões e discussões políticas de lado, o que a decisão do STF reforça é a constante relativização das instituições, reafirmando a insegurança jurídica do país. A questão não é sobre Lula e sim sobre a incerteza de se investir num país onde regras e decisões judiciais podem ser alteradas facilmente, na canetada.



Como podemos investir em um país onde você pode acordar com novas regras? Como investir em um país que há poucas semanas via o atual presidente falar abertamente em intervir de maneira ativa em empresas públicas com acionistas do mundo todo? Veja que toda a mídia internacional noticiou o que se passou no país recentemente:

O que isso representa?

Eventos como esse dão margem para diversas incertezas. Afinal, se analisarmos a história, vemos que a criatividade estatal é enorme. Controles de capital, limites para compra de dólares, impostos proibitivos para pessoas que querem consumir produtos importados e por aí vai. Se você acha que estou exagerando, lembre-se dos casos de Argentina e Venezuela.

Não, eu não acredito em ”venezuelização” ou mesmo ”argentinização” do Brasil. Temos mais de US$ 375 bilhões de reservas, uma situação de dívida que é muito mais concentrada em moeda local (real) do que em dólar, um setor agropecuário forte e gerador de divisas, e uma economia interna que segura certos solavancos globais.


Mas, se por um lado eu não acredito, por outro não há garantia alguma de que as coisas não possam piorar ou mesmo escalar para casos mais extremos. E é esse pensamento que eu gostaria que você entendesse.


Como disse, a discussão não é sobre o Lula. O problema é o chamado Risco-País.


Afinal, o que é risco país?

Ainda que o nome pareça intuitivo, é sempre bom fixar alguns conceitos. Em um mundo globalizado, onde os capitais podem fluir livremente, a busca pela melhor relação risco versus retorno é constante. Logo, investidores podem investir nos EUA e depois migrar para o México, por exemplo, e depois para a Espanha, e depois para a África do Sul, e depois...


Esse Risco-País se refere à incerteza associada ao investimento em um determinado país e, mais especificamente, o grau em que essa incerteza pode levar a perdas para os investidores. Essa incerteza advém de uma série de fatores, incluindo influências políticas, econômicas, cambiais ou tecnológicas. Em especial, o Risco-País busca medir o risco de governo estrangeiro deixar de pagar seus títulos, seus compromissos, suas dívidas ou que medidas deste governo façam com que as empresas tenham mais dificuldades de honrar seus compromissos.

Livre de risco?

Como referência, usam-se os títulos de dívida (títulos públicos) dos EUA, o chamado título livre de risco - seja porque os EUA são a maior economia do mundo, por terem o dólar como a moeda de referência de valor internacional ou porque não tem no seu histórico eventos de moratória de dívida. Os EUA, em contexto global, são considerados o porto seguro para alguns investidores e é por isso que falamos em Flight to Quality, com investidores buscando investir nos EUA quando há incerteza e o medo toma conta do mercado.


Então, diversas agências e organismos calculam índices que visam medir esse risco.




onde o Brasil se encontra nisso?

A tabela abaixo apresenta uma lista de 13 países (incluindo o Brasil) que possuem o mesmo rating (risco), segundo a agência Standard & Poors. A interpretação é a seguinte: é tão arriscado investir no Brasil quanto é investir no Paraguai, na Macedônia ou na Grécia.

Você pode questionar a metodologia da S&P, mas mesmo considerando a Moodys ou Fitch, você verá que os nossos “vizinhos” de risco são países como a Jordânia, Uzbequistão, Guatemala, Bangladesh, entre outros.

Quanto do seu capital você alocaria nesses países?

Eu me arrisco a dizer que sua resposta deve ter sido algo como “muito pouco” ou “nada”.


Por que isso acontece? Porque o investimento nesses países parece arriscado, não?


E parece, porque de fato apresenta riscos.


Vejamos alguns exemplos:


Na Rússia, existem muitos questionamentos sobre a posição ditatorial assumida pelo presidente Putin. Parece arriscado investir num país onde o principal opositor do atual presidente aparece morto do dia para noite, não?

Na Turquia, se discute atualmente mudanças na lei que rege a política do país, algo que muitos veem como uma manobra do atual presidente Erdogan para se manter no poder:

A África do Sul luta contra um colapso da economia em meio a novas cepas de Covid, escândalo de corrupção do ex-presidente Zuma e questionamentos sobre a popularidade do atual presidente Cyril Ramaphosa.

Isso lembra algo a vocês?

Os desafios de países emergentes parecem muito semelhantes. O que muda é o CEP ou Zip Code, como falamos aqui nos EUA. Por isso, o investidor global vê o investimento nesses locais como tático, de curto prazo e especulativo. Ou você se arriscaria a colocar grande parte da sua poupança em países com esse risco? Entenda que o Brasil é visto da mesma forma.

Risco País

Além das agências de rating, o JP Morgan calcula o EMBI+, que é um índice que mede o quanto os títulos de dívida do Brasil devem remunerar a mais o investidor em comparação a um título de dívida dos EUA. Nesse caso, quanto maior é esse número, mais arriscado é se investir no país.



Veja que em diversos momentos da história os investidores passam a exigir mais retorno para correr o risco de investir no Brasil. Especialmente em 2002, coincidentemente na eleição do ex-presidente Lula, vimos o Risco-País alcançar máximas históricas pelo receio do desconhecido e daquilo que ele poderia fazer uma vez no poder.


Uma outra forma de ver esse risco é medindo a demanda por um seguro, caso as coisas no Brasil piorem. Existe um título no mercado internacional chamado CDS (Credit Default Swap). Um nome diferente, mas com conceito bem simples. Ele sobe quando os investidores têm medo dessa volatilidade brasileira. E observe como vem sendo sua performance nesse ano (janeiro e fevereiro): cada vez mais alta.

Reféns

Se por um lado o Risco-País cedeu nos últimos anos, corriqueiramente somos surpreendidos com notícias como o “Joesley Day”, impeachment e outros eventos que elevam a percepção de risco associada ao país.



Sua poupança acaba ficando refém da radicalização de discursos políticos, do risco de um ministro sair do governo, do receio de uma reforma não ser aprovada, da falta de controle ou de medidas efetivas para combate da Covid, entre outras possibilidades.










E qual o impacto disso tudo?

Vemos o dólar se valorizar, a bolsa sofrer e os títulos de renda fixa terem sua precificação bastante afetada.


O brasileiro monta uma carteira que acredita ser diversificada e, ainda assim, acaba com aquele sentimento de estar mais pobre: vê suas ações caírem, o dólar saltar, os fundos multimercados restritos ao mercado nacional sofrerem, os fundos de renda fixa sofrerem com a precificação dos seus títulos, resultantes da variação da curva de juros no mercado local, e que é, justamente, derivada desse risco político.

Fugindo desse risco

Muitos desiludidos passam a acreditar que a única saída para o Brasil é o aeroporto. Não é verdade. O Brasil não vai acabar. Acredito fortemente que existe muito potencial em nosso país.


No entanto, cabe a nós estarmos preparados para situações adversas que corriqueiramente nos atemorizam. É simples fazer isso!


A Avenue surge como uma avenida de acesso a investimentos globalizados. Investimentos em moeda forte e de aceitação global, como o dólar, pode ser uma saída. E a partir disso, montar uma carteira global que o ajude a fugir desse Risco-País.




ABRA SUA CONTA
o que é uma carteira global?

Abaixo eu te dou um exemplo através de um espectro de risco x retorno, daquilo que compõe uma carteia global bem diversificada:

O problema é que a carteira do brasileiro tradicionalmente se apresenta conforme abaixo:


EXEMPLOS:

Supondo o caso da pessoa que tem 60% em ativos de renda fixa nacionais, seja via fundos ou títulos do tesouro brasileiro e outros 40% em ações nacionais (large, mid e small caps nacionais).


Você poderia por exemplo segregar a parcela de renda fixa com um mix de 30% em ativos locais e os outros 30% em ativos de renda fixa de países e/ou empresas investment grade (considerados de menos risco que o Brasil); adicionalmente com os 40% alocado em ações, você poderia ter 20% nas ações brasileiras e outros 20% em ações globais. Com isso seu portfólio passaria a ser 50% dolarizado e global.


Um outro exemplo de uma pessoa que possui 30% em renda fixa local; 20% em Fundos Imobiliários; 20% em fundos multimercados; 30% em ações brasileiras com foco em small caps. Você consegue replicar esse portfólio com um mix global. A carteira poderia ficar assim: 15% em renda fixa local, 15% em renda fixa global; 10% em fundos imobiliários e 10% nos REITs (fundos imobiliários americanos); 15% em ações brasileiras small caps e 15% em small caps de economias desenvolvidas; e os 20% da parcela de multimercados pode ser muito bem diversificada através de uma alocação global com moedas, ouro e ações globais; 


São apenas exemplos de como começar.




Ressaltamos que não se trata de uma recomendação e que cabe a cada investidor analisar o seu perfil e decidir sobre a alocação do seu patrimônio.




A mensagem aqui é a de que diversificar apenas entre ações e títulos nacionais não te protege do Risco-País!

Ao investir com a Avenue, existem mais de 6.000 ativos disponíveis no mercado americano.

ABRA SUA CONTA

*PTAX 04.12.20 - 16:18

 [1] https://news.airbnb.com/about-us/

 [2] https://www.kiplinger.com/investing/stocks/ipos/601747/airbnb-ipo-should-you-buy-abnb

 [3] https://bugg.com.br/2019/11/21/ipo-da-xp-como-participar/

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